A revolução quântica biológica já se iniciou
Embora a medicina convencional ainda não tenha se dado conta do papel da energia em termos de “informação” sobre os sistemas biológicos, já começa a investir em tecnologias de varredura ou mapeamento não-invasivos capazes de identificá-la.
Cientistas da área quântica desenvolveram equipamentos que lêem e analisam as frequências emitidas por determinados elementos químicos, permitindo identificar a composição de materiais e objetos e adaptaram estes aparelhos para que pudessem ler o espectro de energia emitido pelos tecidos e órgãos do corpo.
Interferência construtiva ou destrutiva
Como os campos de energia viajam com facilidade pelo organismo, as novas tecnologias como CATs, MRIs e tomografias de emissão de pósitrons (PET) podem detectar doenças de maneira não-invasiva. Os médicos podem diagnosticar problemas internos analisando as imagens dos tecidos mapeados.
Essas identidades de energia que passam pelo nosso corpo viajam pelo espaço na forma de ondas invisíveis semelhantes a ondas em um lago. Se jogamos uma pedrinha dentro dele, sua “energia” (gerada pela força da gravidade contra a massa da superfície) é transmitida para a água. As ondas geradas pela pedra são, na verdade, ondas de energia passando pela água.
Se jogarmos várias pedras ao mesmo tempo, as ondas (de energia) geradas podem interferir umas com as outras, formando diversos pontos de convergência. Esta interferência pode ser construtiva (amplificando a energia) ou destrutiva (diminuindo sua intensidade).
Jogar duas pedras do mesmo tamanho e à mesma distância faz com que suas ondas se coordenem e acabem convergindo uma para a outra. Quando as ondas se sobrepõem, a força combinada de sua interação é duplicada, um fenómeno chamado interferência construtiva ou ressonância harmónica.
Mas quando as pedras são jogadas de maneira não simultânea, suas ondas de energia não se sincronizam, pois enquanto uma está subindo, a outra está descendo. Então, ao se encontrarem, acabam anulando uma à outra. Em vez de duplicar a energia no ponto de encontro, a água permanece parada, sem ondas de energia. Esse fenómeno em que as energias são canceladas é chamado interferência destrutiva.
O comportamento das ondas de energia é importante para a biomedicina porque as frequências vibracionais podem alterar as propriedades químicas e físicas de um átomo e da mesma maneira que a histamina ou o estrogênio.
Como os átomos estão em constante movimento, o que pode ser medido por sua vibração, acabam gerando ondas similares às das pedrinhas jogadas na água. Cada átomo é único porque a distribuição de suas cargas positiva e negativa, aliadas à velocidade de giro, criam uma vibração específica e um padrão de frequência personalizados.
Mas os biólogos ainda não se dedicaram ao estudo desses mecanismos com a mesma motivação que os faz tentar descobrir novos medicamentos. É uma pena, pois já há evidências científicas suficientes de que podemos adaptar as ondas e transformá-las em agentes terapêuticos da mesma maneira que manipulamos as estruturas químicas das drogas.
Práticas baseadas em energia consideradas ilegais
Já houve uma época em que a eletroterapia era muito utilizada na medicina. No final do século XIX, o desenvolvimento de baterias e de outros dispositivos que produzem campos eletromagnéticos incentivou a produção de aparelhos que, supunha-se, podiam curar doenças.
O público passou então a procurar os profissionais desta nova arte de cura chamada radiestesia. Dizem que esses aparelhos eram muito eficazes e se tornaram tão populares que algumas revistas publicavam anúncios do tipo “seja um radiestesista! Somente US$ 9,99 dólares com manual de instruções!”. Em 1894, mais de 10 mil médicos norte-americanos e centenas de consumidores que liam o manual passaram a utilizar a eletroterapia.
Em 1895, Daniel David Palmer criou a ciência da quiroprática. Palmer afirmava que o fluxo de energia por meio do sistema nervoso é muito importante para a saúde. O foco de suas pesquisas era a mecânica da coluna vertebral, o condutor dos nervos espinais que levam as informações ao corpo. Desenvolveu técnicas para acessar e regular o fluxo de informações diminuindo as tensões e pressões exercidas sobre a coluna vertebral.
No entanto, a classe médica começou a se sentir ameaçada por práticas como a quiroprática, a homeopatia e a radiestesia, que reduziam o número de pacientes em seus consultórios.
A Fundação Carnegie publicou em 1910 o Relatório Flexner, exigindo que todas as práticas médicas tivessem base científica comprovada. Como os físicos ainda não haviam descoberto o universo quântico, a medicina energética não tinha como ser formalmente analisada. Então, por pressão da Associação Médica Norte-Americana [American Medical Association], a quiroprática e as demais práticas baseadas em energia foram consideradas ilegais e duvidosas. Os radiestesistas simplesmente desapareceram do mercado.
Embora a eletroterapia seja hoje considerada como uma prática do passado, muitos neurocientistas têm desenvolvido pesquisas muito interessantes sobre as terapias de energia vibracional.
Terapias de energia vibracional
Já se sabe há muito tempo que o cérebro é um órgão elétrico. A terapia de choque tem sido utilizada ao longo da história em tratamentos contra a depressão. Mas hoje os cientistas utilizam técnicas menos invasivas para tratar o cérebro.
Um artigo publicado na revista Science[1] menciona os efeitos benéficos da estimulação magnética transcranial (TMS – Transcranial Magnetic Stimulation), que estimula o cérebro por intermédio de campos magnéticos.
A TMS é uma versão atualizada das técnicas de radiestesia praticadas no século XIX e denunciadas pela medicina convencional. Estudos recentes mostram que a TMS pode ser uma poderosa ferramenta terapêutica. Quando utilizada de maneira correta, pode diminuir a depressão e ampliar a percepção.[2]
Fica claro, então, que ainda precisamos desenvolver muitos estudos e pesquisas sobre essa área tão promissora que envolve a física quântica, a engenharia elétrica, a química e a biologia. Essas pesquisas podem ser muito benéficas, resultando em formas de terapia com menos efeitos colaterais que as drogas convencionais.
Irão, porém, apenas confirmar algo que os cientistas e os não-cientistas já “sabem” mas não perceberam ainda: todos os organismos, incluindo os humanos, comunicam-se e lêem o ambiente por meio de campos de energia.
Pouco a pouco a medicina vai caminhando nesse sentido, impulsionada pelos consumidores que procuram cada vez mais as práticas complementares. É um longo caminho, mas a revolução quântica biológica já se iniciou. Os profissionais atuais de medicina serão finalmente levados (por vontade própria ou por pressão) a fazer parte dela.
🔍 Referências:
[1] Helmuth, L. (2001). “Boosting brain activity from the outside in” [Como estimular externamente a atividade cerebral]. Science, 292: 1284-1286.
[2] Karas, P. J., Mikell, C. B., Christian, E., Liker, M. A., & Sheth, S. A. (2013). Deep brain stimulation: A mechanistic and clinical update. Neurosurgical Focus, 35(5), E1.



